sábado, 12 de fevereiro de 2011

Tijolos

Sem ninguém perceber, dirigíamos.
Estávamos lá, mas não nos víamos.
Sei bem que não existe recuperação
Pras feridas que estão no coração

Sei bem o que fomos e só a pena sobrou
A amizade de teto de vidro, enfim quebrou.
O brinquedo usado despertou
A alma inquieta não sabe que errou

Sem palavras claras
E doces ilusões
Você mentiu aos meus olhos
Com as suas limitações

A menina ingênua e crédula que um
Dia esteve aí, foi embora.
Hoje inteiramente e irreversivelmente
Ela vive a realidade

Desisti de tentar brigar,
Pois meu silêncio é o seu pior castigo
Desisti de tentar achar motivos
Para sua falta comigo

Você se lembra do amor indefinido,
Da força inalcançável?
Você se lembra dos sonhos confusos
E esperanças inacabáveis?

Esquivando-me das pedras que você jogou
Por cima do muro
Abrindo a janela
Para não te ver na porta

Foi aquela voz que insistia,
Que te seguia, influenciava a ignorar
Obsessões de destinos maldosos, ela
que está na sua mente, Ela.

Ela deu início a avalanches,
Apagou as luzes do perdão
Aprendi a aceitar destruição
Pois tudo já feito não há solução
Cansada, magoada e desacreditada.
Será que a verdade
Não mais
Será encontrada?

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