Longe, muito longe das navalhas atiradas
Nos encontramos na mesma estrada
Despedindo-se de toda falsidade
Que um dia chamamos de amizade
Hoje chegamos e mostramos
Que belas estrelas nós alcançamos
Desperdiçamos tempo procurando
E no dia certo nós encontramos
Segredos trancados
Lágrimas derramadas, sorrisos determinados
Chuva e sol ao mesmo tempo
Nós vivemos o momento
Esquecemos da poeira levantada
Decidimos correr a alvorada
Fomos sempre castigadas
Por mostrar as risadas não forçadas
Caímos e levantamos
Homenageamos, brindamos
Somos fortes e reconstruímos nosso coração
Brigamos tanto e pedimos perdão
O riso singelo tornou-se um feio palavrão
Que de duras realidades simplesmente saiu, sem explicação
Não juramos, nem mentimos
A bagunça? Nós permitimos
Somos a brisa leve e a ventania
A derrapada da agonia
Não precisamos nos falar, para nos entender
Nossa amizade está além do saber
Mudamos sem perceber
Mas de fato sonhamos alto até enlouquecer
Mas eu sei que você sabe
Que o difícil mesmo é te esquecer

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