domingo, 13 de fevereiro de 2011

Quinze

Reconheço que tive muitos sonhos realizados, muitas vitórias necessárias, aprendizados e diferentes percepções.
Mas ainda assim, me sinto perdida. Perdida em quem devo ser, no que devo sentir, se devo fazer ou sorrir, se vale a pena chorar por amar.
Não tenho tudo pronto. Grande parte dos meus sonhos desistiu de mim, foram esquecidos ou foram trancados por falta de sorte.
Penso nas coisas que valiam a pena serem cultivadas e eu não cuidei, eu desisti, eu descuidei.
Penso no que eu mudei, por esse tempo.
Penso também nas recordações, na época boa de se viver, nas lembranças daqueles que amo.
Penso na vontade de mudar as pessoas ao meu redor e como lutei para que me aceitassem, como mudei!
Tanto medo eu tive, tanto medo eu tenho.
É solidão, é dor sem motivo.
O sentimento que eu vivo, respiro. É vontade de voltar no tempo, parar, recomeçar, conhecer tudo e todos de novo, de um outro jeito.
Ver o passado, antes do meu passado e entender o porque do meu presente e fazer de conta que não há futuro, é só uma luz de vida que encomendará felicidade.
Saber acreditar em mim e ter fé na minha voz.
Ajudar pessoas e me sentir útil, necessária para a alegria de outras pessoas.
Hoje com quinze, planejo tudo o que posso e o que não posso procuro as respostas que vieram antes de mim.
Hoje com quinze, me sinto como se tudo já tivesse passado e sofro por antecedência pelo que ainda virá.
Hoje com quinze, me faz falta a atitude de confiar no que meus olhos enxergam,no que escuto e no que meus dedos tocam.
Hoje com quinze, sinto falta de mim com cinco, dos contos de fada, das alegrias simples, do sorriso sincero, do amor.

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