Um dia pensei que tivesse o dom de mudar as pessoas. Pensei que talvez estivesse num horizonte sem nenhuma interferência de dor, ou algum amor fugitivo que atrapalhasse meus planos.
As pessoas mudaram, eu mudei. As diferenças se atenuaram e não foi como eu planejei.
Tive a certeza de correr para chuva, pois não tinha segredo nenhum a ser revelado.
Lutei para destrancar esse cadeado.
A caixa que se abrira tinha apenas minhas várias formas e loucas formas de amar, meus sorrisos imperfeitos e olhares conturbados.
As paredes infinitas diziam para parar, diziam para dar meia volta e desistir. Eu não desisti, eu lutei e luto por tudo o que acredito, abraço meu coração para que não o machuquem, mas eu sei que é em vão. Ele é tão fraco.
Aquelas rosas que um dia eu despedacei, hoje me assombram e me julgam, me derrubam e eu levanto.
Aquelas rosas que eu despedacei fizeram em mim feridas permanentes.
Não foi fácil cair das alturas mais doces para as realidades amargas, foi a conseqüência de querer sempre mais do que eu não podia,mesmo assim, não me arrependo.
Eu não estou pra me afogar no mar de mágoas, prefiro nadar até o outro lado, para o castelo de dificuldades e encontrar no topo a verdadeira felicidade.

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