domingo, 27 de fevereiro de 2011

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Ídolo ♥

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Utopia

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Destrua fogos com mar
E venha comigo, quando ele se acalmar
Na praia quanto o entardecer levar
Os medos que te fizeram esperar

Vamos conseguir ultrapassar
As linhas que dividem
Nesse lugar

Bem ao lado da famosa árvore da morte
Existe uma flor de vida, bem ao norte
E por mais que não possamos tocar
O Sol está a nos observar

Amor, que me fez querer matar
Por não poder te levar
E somente esperar a chuva chegar

O trem que borrou minha visão
Tirou-me lá da escuridão
Livrou-me das almas que faziam pressão
E eu fui, amor sem nenhuma hesitação

Estava tão alerta em meio á essa corrupção
Quando ela nos tocou
E tão desantenta da sua imaginação
Quando ela nos levou

Me leva para as estrelas?
Ensina-me a ser como elas,
Sonhando por meios incontestáveis
Sentindo de modos inexplicáveis

De começos, de meios
De fins que estão por vir,
De dores e marcas difíceis de encobrir
Hoje estará pronto para comigo fugir?


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Contradição

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E eu faço diferente todas as coisas que gosto de fazer
E eu não mudo para ser igual á todo mundo
E eu mudo pra fazer meu mundo girar
E eu não mudo quando estou sozinha lá

Deixei que me influenciassem
Quando eu era tão impermeável
Deixei que me pusessem freios
Quando eu só queria viajar

Quando eu disse que queria, usei e subestimei
Me entreguei,e fui direto ao ponto
Agora faço labirintos sem destinos
Faço folia, faço chamas, faço calmarias

Eu incentivei, curei, pressionei
Fui amada, fui roubada, fui pressionada

Fiz, e disse e contradisse
Hoje vi mais do que chuva de verão
Anos atrás deixei trancado meu coração
Que se inundou, que se rastejou e implorou

Fiquei pra trás,agora estou na frente
Não tenho o nível censurado dessa gente inteligente
Sou esperta, sou fugaz, sou destrutiva e da paz

Digo e contradigo
Permito e não obrigo

Minto muito e hoje digo
Vejo um mundo atrevido.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fique e talvez esqueça.

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É triste quando amigos viram inimigos, mas o pior é quando eles se tornam desconhecidos. - Hayley Williams

Tentei muito mudar
Tentei te desafiar
Deixei passar
e a raiva se acomodar

Porque voce tem agido como um filho da puta
quando voce devia estar comigo nessa luta?

Quando me acertaram e você desapereceu.
Quando você estava triste e minha calma te envolveu?

Dei um pulo e você nem sequer se mexeu.
Me usou,me substiui,me feriu,e eu estava aqui.
Ainda estou aqui.

Esqueci de tudo e deixei todos para trás.
Não sei se podia mais continuar desacelarando.
Não sei se podia dar mais,tentar mais e me enfurecer com as paredes.

Alguém me joga por cima dos destroços,sacudiu os cacos 
do que fomos.
Alguém lançou mensagens na garrafa,para que?
Para me fazer insistir como se eu fosse o elo para sua mudança?

Aprendeu que não se troca,quando se perde?
Aprendeu que de longe,coisas se tranformam,
mas por dentro não se mexem?
Aprendeu que eu choro por saber que eu não sou NADA pra você.

Lute

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E aqui vamos nós de novo e todas as mentiras e falsas realidades que encontramos.
E com toda a sujeira que deixamos passar e muitas até penetrando em nós.
Tantas formas de destruição, tanta dignidade jogada fora.
E o que fazer quando, desde crianças nos mostram essas mentiras e não a verdade cruel do mundo em que vivemos?
E porque não tentamos mudar e nos dar o direito de desenhar novas formas de crescer?
Se todos entrassem em um acordo mútuo, existiria ainda motivo para matar?Existiria motivo para miséria e olhares famintos, olhares destruidores?
Os caminhos existem, estão esperando, tranqüilos. E não existem setas e não há quem diga para onde ir, ou fugir. É minha escolha.
A dor e o ódio estão muito mais perto do que pensam. Surgem como sombras e nos seguem até nos darmos conta de que estão conosco.
A esperança e os sonhos, entretanto, são os que sabemos que estão em nossas mãos, são os que quebram nossos  medos e estão em todos ,mas essas forças se esvaziam a cada desapontamento ,até não ter mais nada em que segurar e estarmos diante do abismo.
Lutar não é matar, não é tirar as oportunidades das pessoas, é uma forma de mudar, de se arriscar pelo bem ,não pelo poder.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eu estive procurando

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Estive procurando alguma força me resgatar, algum abismo pra eu me jogar.
Procurei um, depois o outro, mas desisti de ambos. Desisti, pois você sorriu como se nunca tivesse me visto e aí eu decidi ficar nesse mundo de pecados e tragédias esquecidas, de histórias proibidas.
Já cheguei á pensar naquele seu jeans pendurado na janela do meu quarto, pensei em queimá-lo, pensei muito em negá-lo.Mas vi colado em meu mural sua foto, de olhos fechados, me fazendo sentir sua falta matinal.
Eu estive procurando alguém que te substituísse, alguém que nem sequer me amava, mas eu acreditava quando ele me segurava, quando acordava e dizia que me amava. E de todas as feridas causadas, você sempre curava, e amava com o olhar, não só com palavras.
Levei a mala com as fotos e com o jeans, fui embora, fui fugida, fui esquecida. Mas segui aqueles passos e lá estava você denovo, com as mãos balançando, com o sorriso frouxo, com o olhar apreensivo e o coração entregado.
Deixei passar o que sabia e aprendi mesmo com você, deixei fotos e poesias, e fui embora com você, e o que eu tanto busquei nem quis mais saber.


Lugar

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Queria estar em outro lugar, outro lugar onde pudesse contar minhas estrelas, um lugar onde só amar bastasse, um lugar longe de desigualdades e máscaras.
Imagino-me sorrindo e cantando, me imagino com os pés na água mais transparente, me imagino transformada e forte; Sorrio aos pensar nas minhas mudanças.
Sonhos com loucuras que me fazem bem e com meu lugar límpido, diferente do que existe.
Vejo-me correndo, agora, sem destino, com desejos...Areia suja meu corpo, é ter, sentir minha própria liberdade de ser...
Meu Sol estará lá para sempre, me incentivando a sorrir e fazer com que sorriem, me induzindo a bater palmas para a vida que não é perfeita. Ele brilha para que eu não me esqueça da minha própria luz.
Minha água tira minhas tristezas e incertezas, me limpa das maldades e frustrações, leva embora minhas perguntas sem respostas, minhas respostas dolorosas.
Olho para trás e lá está as marcas dos meus pés, meu caminho todo até agora, minha trilha de evoluções, o mais imperfeito amor, a mais perfeita tragédia, que juntos formas uma única lembrança.
Eu estou lá, ainda estou lá, é noite, a lua está comigo, ela me segue e admira minha passagem, ela tem total domínio sob meus olhos, o contraste, sua forma, o reflexo dela na água, é como meu passado que reflete no meu presente.
É uma noite perfumada, exoticamente perfumada, escuto meu próprio coração, se fechar meus olhos, ele está confuso e triste por não ser tudo o que sonha.
Existem poucas estrelas no meu lugar, porém elas me fascinam, destroem tabus construídos por minha mente, são pontinhos de vida que me dizem tudo com sua luz e simplicidade. Sinto que posso apanhá-las e guardá-las comigo, mas elas são inalcançáveis, mas estão aqui me fazendo companhia.
Está chovendo, essa chuva queima e me acorda do meu lugar irreal,ela é minha realidade,minha madrasta má dos contos de fada mas me protege dos meus fascínios e ilusões que insistem em me pegar.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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eternidade .

Amiga

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Longe, muito longe das navalhas atiradas
Nos encontramos na mesma estrada

Despedindo-se de toda falsidade
Que um dia chamamos de amizade

Hoje chegamos e mostramos
Que belas estrelas nós alcançamos

Desperdiçamos tempo procurando
E no dia certo nós encontramos

Segredos trancados
Lágrimas derramadas, sorrisos determinados

Chuva e sol ao mesmo tempo
Nós vivemos o momento

Esquecemos da poeira levantada
Decidimos correr a alvorada

Fomos sempre castigadas
Por mostrar as risadas não forçadas

Caímos e levantamos
Homenageamos, brindamos

Somos fortes e reconstruímos nosso coração
Brigamos tanto e pedimos perdão

O riso singelo tornou-se um feio palavrão
Que de duras realidades simplesmente saiu, sem explicação

Não juramos, nem mentimos
A bagunça? Nós permitimos

Somos a brisa leve e a ventania
A derrapada da agonia

Não precisamos nos falar, para nos entender
Nossa amizade está além do saber

Mudamos sem perceber
Mas de fato sonhamos alto até enlouquecer

Mas eu sei que você sabe
Que o difícil mesmo é te esquecer



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ALÉM DO HORIZONTE

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Um dia pensei que tivesse o dom de mudar as pessoas. Pensei que talvez estivesse num horizonte sem nenhuma interferência de dor, ou algum amor fugitivo que atrapalhasse meus planos.
As pessoas mudaram, eu mudei. As diferenças se atenuaram e não foi como eu planejei.
Tive a certeza de correr para chuva, pois não tinha segredo nenhum a ser revelado.
Lutei para destrancar esse cadeado.
A caixa que se abrira tinha apenas minhas várias formas e loucas formas de amar, meus sorrisos imperfeitos e olhares conturbados.
As paredes infinitas diziam para parar, diziam para dar meia volta e desistir. Eu não desisti, eu lutei e luto por tudo o que acredito, abraço meu coração para que não o machuquem, mas eu sei que é em vão. Ele é tão fraco.
Aquelas rosas que um dia eu despedacei, hoje me assombram e me julgam, me derrubam e eu levanto.
Aquelas rosas que eu despedacei fizeram em mim feridas permanentes.
Não foi fácil cair das alturas mais doces para as realidades amargas, foi a conseqüência de querer sempre mais do que eu não podia,mesmo assim, não me arrependo.
Eu não estou pra me afogar no mar de mágoas, prefiro nadar até o outro lado, para o castelo de dificuldades e encontrar no topo a verdadeira felicidade.

Alta Tensão

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Assim eu chego à conclusão
Que esta pesada alma
Não suporta mais desilusão

Sei que você não vê
Mas prefiro guardar
Para não esquecer

A neblina que não escondia seu sorriso
Veio a mim
Como um aviso

Imortalizei você
Não lutei por você
E perdi você, sem nunca te ter

Eu tinha uma razão para respirar
Mas eu odiava não poder gritar
A parte do meu coração que te chama sem cessar

Eu te amo, ao menos as palavras estão.
Você não sabe
Isso não tem perdão

Mantive distância para não me machucar
Mas a pior dor é não poder demonstrar
O quanto eu soube te amar

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vulnerabilidade

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Não importa o quanto passe, nem o que passe, o vazio será sempre o mesmo, um buraco permanente.
A dor e a pena que acompanham esse vazio não se limitam a apenas uma noite sem luar; me segue, me consome, a cada dia. Sem saída para meus sonhos perdidos.
Por mais que tudo a minha volta grite diversão, a solidão andará sempre aqui.
É como lembrar que não te querem, que sua luz não importa nem a pessoa mais confiável. E essa pessoa que você tanto confia, até ela te magoa, te decepciona, te deixa.
Lágrimas descem frias, quando descem são incompreensíveis.
E eu não posso contar o que vem da minh’alma e da minha cabeça, pois não entenderão.
Nem o fogo acabaria com essa escuridão, porque não adianta, sempre tem algo gritando mudança e por mais que as coisas estejam aparentemente no seu lugar, eu não me encaixo nesse lugar. Preciso mudar.
É um beijo que nunca veio se fundindo com um abraço mentiroso.
Exclusão por opção e a transparência de um sorriso.
E eu estou tão distante, tão desapontada, congelada por dentro e quebrada feito vidro, descartável e usada.
As experiências nos tornam mais fortes, mas às vezes nos tornam algo que não queremos.
Pessoas fugitivas e quebradas não têm finais felizes. Filmes e livros são para vencedores e as princesas e acreditar nessas mentiras é cruel.
Fica tudo tão monótono e previsível que as pessoas te isolam e não enxergam dentro dos seus olhos e você acaba sendo a ‘’fria’’, sem sentimentos, nem paixões.
Quando estou a ponto de me jogar, me falta a coragem para fazer o que tem que ser feito. Quando vejo as cores e estações mudarem, permaneço na minha caverna particular.
Quando meu olhar encontra o seu, me misturo aos que vão e você aos que ficam.
Eu não quero ser a certa, muito menos a errada, quero o mesmo amor e a mesma praga.
E eu percebo que ninguém percebe, que meus gestos são todos de uma alegria falsa, a mais pura mentira.
É só sua casca que sobra, nada por dentro, ninguém por dentro.
É tudo muito difícil e muito triste, é ácido e não existe possibilidade de ser diferente, minhas opções são duras e claras.
Eu pareço imutável, determinada e silenciosa, mas eu choro de madrugada, obcecada pelo seu olhar e desesperada por esperar.
Eu não quero atrapalhar sua passagem com as minhas palavras, nem tocar seu coração com a minha dor, essa é só uma realidade, mais uma entre ourtas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Quinze

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Reconheço que tive muitos sonhos realizados, muitas vitórias necessárias, aprendizados e diferentes percepções.
Mas ainda assim, me sinto perdida. Perdida em quem devo ser, no que devo sentir, se devo fazer ou sorrir, se vale a pena chorar por amar.
Não tenho tudo pronto. Grande parte dos meus sonhos desistiu de mim, foram esquecidos ou foram trancados por falta de sorte.
Penso nas coisas que valiam a pena serem cultivadas e eu não cuidei, eu desisti, eu descuidei.
Penso no que eu mudei, por esse tempo.
Penso também nas recordações, na época boa de se viver, nas lembranças daqueles que amo.
Penso na vontade de mudar as pessoas ao meu redor e como lutei para que me aceitassem, como mudei!
Tanto medo eu tive, tanto medo eu tenho.
É solidão, é dor sem motivo.
O sentimento que eu vivo, respiro. É vontade de voltar no tempo, parar, recomeçar, conhecer tudo e todos de novo, de um outro jeito.
Ver o passado, antes do meu passado e entender o porque do meu presente e fazer de conta que não há futuro, é só uma luz de vida que encomendará felicidade.
Saber acreditar em mim e ter fé na minha voz.
Ajudar pessoas e me sentir útil, necessária para a alegria de outras pessoas.
Hoje com quinze, planejo tudo o que posso e o que não posso procuro as respostas que vieram antes de mim.
Hoje com quinze, me sinto como se tudo já tivesse passado e sofro por antecedência pelo que ainda virá.
Hoje com quinze, me faz falta a atitude de confiar no que meus olhos enxergam,no que escuto e no que meus dedos tocam.
Hoje com quinze, sinto falta de mim com cinco, dos contos de fada, das alegrias simples, do sorriso sincero, do amor.

Far away

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Este conto é uma obra de ficção. Os personagens e diálogos foram criados a partir da imaginação do autor e não são baseados em fatos reais. Qualquer semelhança com acontecimentos ou pessoas, vivas ou mortas é mera coincidência.



Estava olhando janela á fora, o amanhecer límpido, o riacho vivendo, as flores, o céu, Simplesmente respirando a calmaria do inverno, tomando uma xícara de café com leite, tentando recordar do sonho que tivera, o mesmo sonho á três dias.
Rodrigo acordara suando, suas mãos roxas de baterem na mesinha de cabeceira, as roupas de cama amontoadas pelo chão.
Não era de praxe que ele se impressionasse por algo ou alguém. Na verdade tornou-se cético e apático, após anos de luto pela perda da sua mulher, Valentina.
Tudo era vazio e desconectado, tudo era tempo que demorava á passar.
O câncer fez de sua mulher uma marionete e dele, o pior dos enfermos.
O suicídio era a opção, para aquele que estava num emaranhado de sombras, sem qualquer capacidade de mudança, e por muitas vezes pensara em cometê-lo.Mas ela jamais gostaria de vê-lo ferindo-se por sua causa, então descartou essa opção, mesmo acreditando, na época que eles poderiam se ver novamente, em outra vida.
Não vivia, não amava, as coisas passavam e ele só sobrevivia.
Nada estava lhe preenchendo, nada estava lhe dando prazer ou lhe dando esperança, até que essas noites quentes, de um sonho invisível o perturbavam.
A atitude precisava ser tomada, tinha que talvez, pela primeira vez, desde seu luto reagir.
Deixou de acreditar em muitas coisas desde então, porém no que acreditava, Valentina estava na sua crença.
Fez a cama de casal, com os lençóis da ultima noite de amor que tiveram, colocara ‘’Let it be’’, a música favorita de Valentina, colocou o chocolate quente na xícara que ganhara, no seu aniversário e o CD com a coleção de fotos dela, na Tv.
Sessão organizada, tudo pronto para a empreitada.

Estava vendo-a dançar, a cigana que o conduzia, seduzia e enlouquecia, aquela dos olhos perpétuos, da voz rebelde e convicta. Estava á um passo de tocá-la para ver se era de verdade, mas estava impossibilitado de fazer qualquer movimento, se não acompanhar seus passos com o olhar.

-Está com medo de acreditar, e eu sinto muito. -Dizia a cigana do sorriso terno, ao passar a mão, por seu rosto e por seu cabelo desgrenhado.
-Eu sinto sua falta, porque não posso ficar?Nada existe pra mim lá fora, tudo o que eu quero está aqui. - Ele tentava não deixar sua angústia transparecer, mas a vontade era tanta que essa angústia era simplesmente colocada pra fora, como um alimento que não faz bem.
-Sabe que não pode ficar, não se lembrará disso quando acordar.
-Eu quero me lembrar, não quero perdê-la, por tantas e tantas noites, como na outra vez.
-Você pode escolher: quer me ver em seus sonhos, mesmo não se recordando depois, ou quer recordar e não tê-los nunca mais.
-Porque você é dura comigo, se eu só soube te amar, e ainda amo mais do que minha vida e você sabe.
-Eu sei, meu amor. Mas não posso permitir que isso aconteça, você pertence ao outro lado, eu pertenço a este, portanto vamos deixar como estar, somente aproveitar.

Ela deitara em seu colo, ao falar e se levantara para mostrar mais uma vez o quanto estaria pronta para poderem viver eternamente, na hora certa, quando não tivesse nenhum fio tênue, dividindo esse amor.
Dançaram, brincavam, brindavam, amavam até o amanhecer. As estrelas logo se afastaram, o sol começara a nascer.
Deitados ao pé do riacho, namoravam como na primeira vez, como crianças descobrindo a paixão.

-Anda logo-Puxava-o pela mão, levando ao bosque, com sua camisola branca, suja e rasgada, voando com o vento forte. - Você não muda.
-Ahh, mas eu pego você. -Corria e corria, feliz por aquele tempo, sem sentido, mas com um único destino.

Rodrigo levantou num salto, entornou o chocolate, e pausou o CD. Tudo tinha sido em vão, pensara ele. Nada se lembrava, nada.
A foto pausada era de sua Valentina, correndo pelo bosque, selvagem e linda, dispersa e inocente.
A primavera de ventos imortalizados, dos sonhos proibidos e encantados, a cigana de cabelos negros e coração entregado, de promessas e surpresas, de loucuras e tranqüilidades, de fascinações e ilusões, a moça d’alma ou a alma da moça, ou a moça dele, do sorriso dele que invadia e permitia, que amava de todas as formas, de todas as vidas.

Fim

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Tijolos

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Sem ninguém perceber, dirigíamos.
Estávamos lá, mas não nos víamos.
Sei bem que não existe recuperação
Pras feridas que estão no coração

Sei bem o que fomos e só a pena sobrou
A amizade de teto de vidro, enfim quebrou.
O brinquedo usado despertou
A alma inquieta não sabe que errou

Sem palavras claras
E doces ilusões
Você mentiu aos meus olhos
Com as suas limitações

A menina ingênua e crédula que um
Dia esteve aí, foi embora.
Hoje inteiramente e irreversivelmente
Ela vive a realidade

Desisti de tentar brigar,
Pois meu silêncio é o seu pior castigo
Desisti de tentar achar motivos
Para sua falta comigo

Você se lembra do amor indefinido,
Da força inalcançável?
Você se lembra dos sonhos confusos
E esperanças inacabáveis?

Esquivando-me das pedras que você jogou
Por cima do muro
Abrindo a janela
Para não te ver na porta

Foi aquela voz que insistia,
Que te seguia, influenciava a ignorar
Obsessões de destinos maldosos, ela
que está na sua mente, Ela.

Ela deu início a avalanches,
Apagou as luzes do perdão
Aprendi a aceitar destruição
Pois tudo já feito não há solução
Cansada, magoada e desacreditada.
Será que a verdade
Não mais
Será encontrada?

O Blog

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Me chamo Barbara,nasci em 1995,carioca e sonhadora,algumas vezes pessimista,outras esperançosa. Vezes muitas atrevida, outras até nervosa.
Não sou do tipo sociável, mas também não sou antipática, fico muito na minha, observo antes de por em prática.
Gosto muito do silêncio, mas não sou silenciosa. Sou contraditória e frágil, egoísta e corajosa.
Não sou dona de grandes feitos, nem grandes histórias. Acredito em amor e solidão, mas tenho tudo o que preciso: A imaginação.
Sou teimosa e lutarei até minha alma não reagir, sorrio, choro e tento muito ser feliz.
Aos que não me conhecem não mudarei, aos que conquistei sou mutável, pois assim amei.
Acredito na força das palavras, acredito no sentimento dos poemas, acredito em histórias felizes, tristes, acredito, pois assim existo.
O blog enfim, é uma das coisas que eu sempre tive vontade, mas me faltava tempo. Espero muito que todos gostem, obrigado mesmo pela visita.