sexta-feira, 27 de maio de 2011

Soneto Barroco

E despertei assim do sonho
Para uma realidade assombrada
Pesquisei em seu sorriso
A grande fúria da minha alma

Anjo quieto e derrotado
Guerra santa da paixão
Nossa alma de pecado
Que se perde na escuridão

E de querer seu toque alado
Seu beijo puro e condenado
A maçã mais venenosa,
Destruiu minha inocência
Mudou toda sua essência

O para sempre talvez dure
Pois nós quebramos a corrente
Me agrada seu perfume
E nosso riso incoerente

Deixa que as mágoas derraparão
Aceite as alegrias que virão
As tempestades inundarão
Pois nesse frio, o que me salva
É só a fé no coração

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