No dia que nevou, ela ignorou. Quando finalmente falou, desperdiçou. Ela precisava da chuva para poder enxergar. Já que de todas as formas, não soube amar.
Era pedra lapidada e usada de enfeite. Sua palavra fora negligenciada, e seu sorriso eminente viravam fácil choro doente. Marcada para silenciar, esperada por poucos e os únicos que podiam se salvar e a salvar, desistiram da permanência, da palma de seda assim tocada.
Ela não tinha mais entrada e a força não foi encontrada,a veia enfim dilacerada.
Esse espaço de momentos, de confusos sentimentos, de vazios cercados,guardados para quando amanhecer,o vazio aumentar,nem dor,nem cor,acostumada com o torpor,para nada perceber.
Ela não podia deitar, se fizesse era anormal, se caísse trivial.
Mas ela não tinha a corrente, enrolando seu coração. Seu pescoço doía,e os olhos queriam sair,mas o pestanejar desacelerava seu fim,que num castelo de turbulências,petrificava seu jardim.
Que de montanhas ficou,montanhas doei,montanhas prontifiquei,ela soube alguma vez solicitar e soube,por um dia amar.


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